O que não te contaram sobre as escolas de idiomas

Quando alguém quer aprender inglês, a primeira providência é procurar uma escola de idiomas, certo? Mas será que é isto mesmo? Na minha visão, os indicadores de sucesso para um curso de idiomas são os seguintes:

  1. Entre 70 a 80% dos alunos concluem seus estudos;
  2. Os alunos do último nível possuem uma razoável fluência no idioma.

Estas metas são muito difíceis de serem alcançadas com a metodologia adotada pela maioria das escolas. O primeiro indicador é alcançado no modo reverso, ou seja, apenas 30% ou menos dos alunos concluem o curso e provavelmente o mesmo percentual dos alunos consegue alcançar a fluência. Mesmo assim, com indicadores tão pobres, as escolas de idiomas continuam sendo a primeira opção para quem quiser aprender inglês.

Eu vejo as escolas de idiomas como uma linha de montagem. Se você perder o ritmo vai ficar para trás sem ninguém para te socorrer, você vai ficar cada vez mais para trás. O foco é no programa, em fechar o livro, quem não conseguir acompanhar inevitavelmente será reprovado e provavelmente levará de brinde um bloqueio, que vai atrapalhar em muito a sua vida. Muitos dos que desistem, voltam a procurar outra escola de idiomas, pois afinal de contas, aprender inglês é fundamental para seu progresso profissional. Provavelmente desistirão novamente e o ciclo da infelicidade vai se renovando. Triste, não?

Felizmente, vemos que muitas pessoas se libertaram da escravidão das escolas de idiomas. Basta ir no Youtube para ver que muitas pessoas estão aprendendo até mesmo sozinhas, e compartilham conosco suas experiências e metodologia. Conheço pessoas que aprenderam a falar um inglês perfeito ouvindo músicas, outros aprenderam lendo histórias em quadrinhos. O mais interessante é que estas pessoas não tinham como objetivo final aprender inglês, mas sim ouvir músicas ou ler histórias em quadrinhos. O idioma era apenas um meio para atingir um fim.

Qual é a diferença então? Como eu disse antes, o foco das escolas de idiomas é cumprir sua programação. Os professores são orientados a seguir um roteiro que não contempla a jornada emocional do aluno e como funciona o nosso cérebro. Existem diferentes formas de aprendizado, as pessoas aprendem de forma diferente. Como pode uma única receita funcionar para todos? Não funciona, é claro. Em vários de meus artigos publicados no portal Aprendendo Inglês eu abordo esta questão, é preciso respeitar a individualidade dos alunos, aceitar os erros, e descobrir estratégias que funcionam para as pessoas.

Josh Kaufman em sua palestra no TEDx (ver próximo artigo) afirmou que um dos maiores obstáculos ao aprendizado é a barreira de frustração. Sempre que começamos no aprendizado de alguma coisa nos sentimos incompetentes, nos sentimos até mesmo estúpidos e ninguém gosta de se sentir desta forma. A maioria dos professores de idiomas não estão preparados para lidar com estes sentimentos, pois o programa precisa ser cumprido. Valorizar as competências individuais, enfatizar que existe uma curva de aprendizado, que errar é natural, é parte importante do aprendizado. Infelizmente poucos professores são preparados para lidar com este aspecto do aprendizado.

Se você já passou por muitas escolas de idiomas ou mesmo por apenas uma e desistiu, saiba que o problema não é com você. Ensinar idiomas é uma indústria altamente lucrativa e infelizmente o bem estar ou o sucesso do aluno nem sempre é levado em consideração. É possível aprender inglês de muitas formas diferentes e até mesmo sozinho. Pense nisso!

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