© Rubens Queiroz de Almeida

No aprendizado de idiomas, o importante é começar da maneira certa. E a maneira certa não é aquela ensinada nas escolas tradicionais de idiomas. As escolas tradicionais se preocupam apenas com o ensino da língua e seguem uma programação rígida. Quem não conseguir acompanhar fica irrecuperavelmente para trás. Mesmo!

Mas não é apenas isto que a escola deve fazer? Ensinar o idioma e pronto? Não, de forma alguma. Se isto fosse correto, grande parte dos alunos que começam o curso deveriam chegar ao final e os desistentes deveriam ser apenas aqueles que abandonam o curso por um motivo pessoal, como falta de recursos para pagar as mensalidades, falta de tempo, tragédias familiares, etc.

Infelizmente não é isto que acontece, eu diria que apenas 10% em média dos alunos concluem seus estudos. Um massacre, não?

Mas o que é começar da maneira certa? Certamente, o ser humano não vem ao mundo com um manual de instruções e nem sempre operamos esta máquina maravilhosa que é o nosso cérebro da melhor forma. Mas esta sabedoria já existe há centenas de anos, e para mim é um mistério porque TODAS as nossas escolas só fazem despejar informações na cabeça dos alunos sem nunca mencionar a melhor forma de aprender. Alguns alunos até descobrem algumas técnicas por si mesmos e apresentam um excelente rendimento, mas nós interpretamos isto como um talento natural e nunca como um talento aprendido. Os próprios alunos nem mesmo sabem disto, também pensam possuir um talento natural.

O Professor Pierluigi Piazzi, já falecido, escreveu quatro livros maravilhosos(*) sobre o desenvolvimento da inteligência. São vários os fatores que devem ser levados em consideração, dentre eles, a alimentação, o sono, e aquele ponto que eu enfatizo em grande parte dos meus artigos: a importância de se estudar todos os dias. E ele vai ainda mais longe: diz também que para um melhor rendimento devemos estudar menos, mas todos os dias. Dito de outra forma, quem estuda todos os dias estuda menos. Isto tudo tem a ver com retenção, nós temos um hábito arraigado de estudar apenas em véspera de provas, o que é totalmente inútil, pois a informação não é retida desta forma. O estudo constante, diário, dá melhores resultados: estudamos menos e conseguimos reter melhor a informação.

Por conta da inadequação do enfoque exclusivo na informação, muitos estudantes carregam por toda a vida sentimentos de inferioridade e de grande infelicidade, sentimentos estes totalmente injustificados, pois o problema não é com eles e sim com uma filosofia educacional que trata a todos da mesma forma, ignorando a individualidade dos estudantes.

Nossas crenças sobre o aprendizado de idiomas constituem um sério limitante e conduzem também a uma infinidade de frustrações. São muitas as crenças que herdamos do sistema educacional, nas quais acreditamos fortemente. É um assunto muito amplo, mas o mais importante é entender que todos, absolutamente todos, podem aprender uma vez que tenham se libertado de suas crenças limitantes.

Se você quiser estudar mais a fundo as crenças limitantes e como se livrar delas, consulte os links indicados na referência.

(*) Livros do Professor Pierluigi Piazzi:

  1. Aprendendo inteligência: manual de instruções do cérebro para alunos em geral
  2. Inteligência em concursos: manual de instruções do cérebro para concurseiros e vestibulandos
  3. Ensinando inteligência: manual de instruções do cérebro de seu aluno
  4. Estimulando inteligência: manual de instruções do cérebro do seu filho

Se você não estiver com tempo para ler os livros, pode também assistir no Youtube a diversas palestras do Prof. Pierluigi. Além de muito instrutivas, as palestras são divertidas e trazem informações valiosas:

E tem mais, mas estes dois vídeos já dão uma boa ideia do trabalho do Prof. Pierluigi.

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