Vídeo: 5 techniques to speak any language, por Sid Efromovich

Por Sid Efromovich | TEDxUpperEastSide

Tradução de Bruno Rodrigues, revisão de Juliana Cambiucci

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Eu falo sete idiomas.

E assim que as pessoas descobrem isso, o que mais me perguntam, além do meu telefone, é: “Como você conseguiu?

Como você conseguiu aprender todos esses idiomas diferentes?

Hoje eu vou compartilhar algumas respostas com vocês.

Então, meu telefone é 212…

É brincadeira.

Eu fui criado como um poliglota.

E quando eu fiz 18 anos, eu já falava quatro idiomas diferentes.

E pelos três anos seguintes, eu aprendi mais três idiomas.

É sobre esse três anos que eu quero falar.

Porque meu processo de aquisição de idiomas foi muito diferente dos meus colegas e este processo nunca fui estressante, extenuante, difícil ou uma tarefa que parecia impossível, mas algo agradável, divertido, empolgante.

Eu adorava cada momento do aprendizado.

E quero compartilhar com vocês o porquê, o que fez isso ser tão especial.

Eu tinha uma vantagem, eu já falava quatro idiomas antes de aprender os demais.

Mas também haviam essas cinco técnicas,

Cinco habilidades se preferir, que eu uso, que tornam o processo de aprendizagem de idiomas muito mais fácil.

É sobre essas cinco técnicas que eu quero falar.

Então, vamos começar.

E para a primeira, a primeira coisa que nós temos que fazer é respirar bem profundamente.

E relaxar.

E a razão disso é porque em toda a nossa vida fomos ensinados a fazer as coisas certas.

Do momento em que nascemos nos ensinaram quais coisas devemos fazer, quais coisas não devemos fazer, e como fazer as coisas corretamente.

Quando se trata de aprender idiomas a regra de ouro da aprendizagem, a coisa mais importante, é fazer coisas erradas, cometer erros, e essa é a primeira regra.

Deixe-me explicar o por quê.

Quando conhecemos os idiomas, conhecemos uma variedade de sons e uma variedade de estruturas, que, combinadas, fazem o que eu gosto de chamar de, para o propósito dessa apresentação, nosso “banco de dados do idioma.”

E nosso banco de dados do idioma conterá todos os sons e estruturas que conhecemos.

Porém, há um grupo de sons e estruturas que estão além do nosso banco de dados.

E para que possamos ser hábeis para usá-los e explorá-los, não há nada em nosso banco de dados, nada no nosso conhecimento, que nos dirá quando usamos a estrutura correta, nada que nos diga quando esse som é preciso.

Digamos que vamos explorar esse som específico.

Não há nada no nosso banco de dados.

Quando o pronunciamos, poderíamos dizê-lo perfeitamente, mas, na nossa mente, soará como um erro.

Então, você conhece aquela sensação incômoda, aquela insegurança quando sentimos que estamos fazendo algo errado?

Esse é o gatilho que precisa procurar.

Porque esse é o sinal que te diz que você está indo além do seu banco de dados e que você está se permitindo explorar o reino do novo idioma.

Deixe-me mostrar como isso funciona na prática.

Digamos que vamos aprender a palavra “porta” em espanhol.

A palavra “porta” em espanhol é “puerta”.

Para “puerta” temos alguns sons que existem em inglês.

O “pu”, “e” e o “ta”.

Porém, quando se trata do “r”, esse som não está em nosso banco de dados.

O “RR”.

O “r” rolado não existe no banco de dados de sons do inglês.

E está um pouco fora.

Então, se nos permitirmos unir os nossos bancos de dados, ir para além deles e cometer o erro, poderíamos fazer sons como o “RR”.

Mas ao contrário, o que as vezes acontece é que conseguimos o som mais próximo a isso que está em nosso banco de dados, e esse é o som “ah-er”.

E esse som “ah-er” faz soar algo parecido com “pue-er-rta”, o que não significa nada em espanhol, e na verdade não parece soar muito charmoso.

E não te diz muita coisa.

Então, para a primeira técnica, permita-se cometer esse erro, e então sons como “puerta” podem surgir.

E agora vamos para a segunda.

Para a segunda, vou precisar da colaboração de vocês.

Vamos ler essas 4 lindas palavras.

E na contagem de três.

Então, vamos começar com a primeira, na contagem de três: um, dois, três.

Plateia: Mao. Sid: “Mao”, perfeito.

A segunda: um, dois, três. P: Coco.

S: Perfeito. A terceira. Um, dois, três.

P: Cocao. S: Perfeito.

E a quarta. Um, dois, três.
(Silêncio)

Oh.

Deixe-me mostrar o que aconteceu quando fizemos isso.

Pegamos essas quatro palavras e passamos por um tipo de filtro do inglês americano.

E conseguimos algo que parece isso aqui.

Direi para vocês o resultado disso.

Para a primeira: “mão”, o que significa “hand” em inglês, a colocamos no filtro e teremos “Mao”.

Para a segunda temos: “coco”, que significa “coconut” em inglês, ou “cocô” que significa “poop”.

Colocamos no filtro e então temos uma xícara quente de cacau.

E para a quarta, temos “huo”, que significa “fogo” em chinês.

E temos, se estiver se sentindo criativo, talvez um cara lutando karatê

Mas de qualquer forma,

Isso não diz muito sobre como essas palavras são pronunciadas.

Se você pensa que é apenas uma forma, apenas se você vai do inglês para um idioma diferente, pense em falantes não nativos.

E tente explicar a alguém que isso [though] é pronunciado “though”, e que isso [thought] é pronunciado “thought”.

E mesmo que eles pareçam quase idênticos, eles não tem nada a ver um com o outro.

Ou tentar explicá-los que este [enough] é “enough” e este [enuf] é simplesmente errado.

Não há nada útil em utilizar esse alfabeto estrangeiro, quando você está tentando aprender um idioma.

Por quê? Porque ele te dará sinais errados

Então, qual é a segunda técnica?

Fragmente-o.

Fragmente o alfabeto estrangeiro.

Deixe-me dar uma alternativa sobre como pode fazer isso.

Esta é uma moeda brasileira, e é soletrada assim [real].

Na contagem de três, vamos todos dizer o nome da moeda. 1, 2, 3.

P: Real.

S: Temos algumas pessoas que conhecem a pronúncia.

Sim, “real”, para a maioria.

Tão útil quanto isso possa parecer, isto não lhe diz nada.

E quando você está falando português, “real” não significa nada.

Deixe-me dar uma alternativa.

Em português, a forma como se fala “real” é “heou”.

Então, deixem-me ensiná-los como se fala.

Então, na contagem de três, vamos dizer “he”. É “hey” sem o som do “y”.

Um, dois, três — “he”.

P: HE. S: Perfeito.

E agora vamos dizer “ou”.

É como “ouch”, mas sem o som do “ch”, então é “ou”. Um, dois, três,

P: OU. S: Perfeito.

Então, “HE”.

P: HE.

S: “OU”.

P: OU.

S: “HE”. P: HE.

S: “OU”. P: OU.

S: “HE-OU”, HEOU.

P: HE-OU. S: Perfeito.

Agora todos você parecem capitalistas brasileiros apaixonados.

Então porque iríamos usar algo como isso, que, parece “real”, quando, ao contrário, nós podemos usar algo como isto e ter muito mais informação sobre como dizer algo em um idioma estrangeiro.

E isso nos coloca em um bom lugar porque nesse ponto nos permitimos ir além do nosso banco de dados e cometer erros, entrar no território desconhecido desse novo idioma.

E assim descobrimos como fazer anotações de uma forma em que a informação, na verdade, tem significado.

Mas, então, como podemos testá-la?

E é aqui que entra a técnica número 3.

A técnica número 3 é sobre achar um ajudante criterioso.

Encontrar alguém que seja detalhista e que não vai te deixar cometer erros. não se trata de achar exatamente esta pessoa, o guru do idioma, se trata de estabelecer o tipo certo de relacionamento.

Um relacionamento com alguém que vai te corrigir e se sentir confortável te corrigindo, certificando-se de que você está indo ao lugar que deseja no idioma.

Mas ao mesmo tempo, alguém que irá encorajá-lo a cometer erros e cometê-los em primeiro lugar.

E os ajudantes criteriosos podem ser seus professores, podem ser seus tutores, amigos, alguém do Skype ou no Craigslist. Não importa.

Você pode encontrar essas pessoas em qualquer lugar, e com a tecnologia, se torna muito mais fácil encontrá-los.

E então, é hora de praticar.

Para praticar, temos a quarta técnica.

Sempre pensei que tivesse essa coisa que era um pouco de “loucura do Sid” que eu fazia e descobri como isso era útil.

Eu sempre fiz o que gosto de chamar de “conversas no banho”. as conversas no banho são exatamente o que elas dizem.

Quando estava aprendendo um idioma novo, eu ficava no chuveiro por alguns minutos.

Lembro de ter todas essas conversas;

Lembro quando estava aprendendo chinês, e eu pechinchava e tentava conseguir mais dois ienes, para conseguir aquele dumpling maravilhoso e conseguir um desconto; ou ia a Roma pedia informações sobre a melhor “piazza”.

Isso era maravilhoso.

A coisa boa sobre as “conversas no banho” é que elas te deixam encontrar onde há uma lacuna no seu conhecimento, porque você está tendo uma conversa dos dois lados.

Por exemplo, é fácil pedir por direções. E recebê-las?

Ou, ainda melhor, dar direções.

A conversa de banho te força a ter os dois lados da conversa. e você não precisa tê-las no banheiro.

Outra coisa maravilhosa é que você pode tê-las em qualquer lugar.

Você pode tê-las no banho, no seu apartamento, andando pelas ruas, no metrô.

E sério, se você está no metrô, falando consigo mesmo, em outro idioma, em NYC,

Você vai se encaixar bem.

Você estará bem.

E isto é ótimo, porque você não depende de nada ou de ninguém para praticar e fiz isso por anos.

E mais tarde descobri que atletas profissionais fazem isso.

Michael Phelps é conhecido por visualizar cada uma de suas competições, várias vezes, antes de pular na água.

Funcionou bem para ele e funcionou muito bem para mim, também, então funcionaria para você da mesma forma.

Agora, vamos falar sobre usar o idioma.

Porque até agora foi ótimo, nós descobrimos como fazer todas essa coisas e isso nos coloca em uma posição muito boa para usar o idioma e para isso eu recomendo que você encontre um parceiro de conversas.

Se você encontrar um parceiro de conversas, eu recomendo que siga o que chamo de “fórmula do parceiro”.

E esta é uma forma de você garantir que seus incentivos estarão sempre alinhados para usar o novo idioma.

E para isso, o idioma alvo deve ser o melhor idioma em comum.

Por quê?

Se você for como eu você gosta de aprender idiomas, então você consegue se comunicar com mais pessoas de modo que você pode se aproximar e entender um pouco mais sobre suas ideias e sentimentos.

E então, se você tentar falar com alguém em um idioma estrangeiro e ambos não falam muito bem, quando poderia falar em inglês ou qualquer outro idioma que se sentir mais confortável como parceiro, a probabilidade é que você mude para o idioma que é mais fácil.

Então, recomendo que você encontre alguém onde o melhor idioma em comum seja o seu idioma alvo.

E se você não achar alguém por perto, tente a tecnologia.

Ou se puder viajar, isso seria perfeito.

Há um problema com isso e eu me dei conta, porque é difícil achar alguém que se enquadre exatamente nesse perfil.

Mas tenho boas notícias.

E descobri isso quando estava no trabalho e um dos meus colegas, ele também é linguista, ele fala vários idiomas, e nosso melhor idioma em comum era, definitivamente, o inglês.

Nosso segundo melhor idioma em comum: definitivamente o francês.

Mas, sempre falávamos alemão um com o outro no escritório.

Por quê isso?

Era porque haviam pessoas no escritório que falavam inglês; pessoas que falavam francês.

Mas podíamos falar sobre a noite de sexta e sábado em alemão e ninguém tinha a mínima ideia sobre o que estávamos conversando.

Também pode ser seu melhor idioma secreto em comum.

E isso se torna uma ferramenta muito conveniente.

Você pode ter isso com seus amigos e você tem o senso de privacidade em locais públicos

Não importa onde você estiver você pode ter uma conversa privada

Então, vamos recapitular.

Com a primeira técnica nos permitimos ir além da barreira do idioma e explorar o território inexplorado de sons e estruturas fora do nosso banco de dados

Com a segunda técnica nós aprendemos como fazer anotações e como ter certeza que podemos fazê-las de forma a repetir aqueles sons e estruturas mais tarde.

Então, podemos verificar erros encontrando um ajudante criterioso

Quarta: Pratique.

Tenha “conversas no banho” a hora que quiser.

E depois, siga a “fórmula do amigo” e você encontrará alguém com quem possa praticar seu idioma.

E depois disso,

[Italiano] Chegamos a um lugar realmente bonito,

[Alemão] onde aprender idiomas já não é algo estressante, difícil e chato,

[Espanhol] mas sim um mundo de possibilidades. Um mundo, onde teremos a oportunidade de explorar [Francês] novas culturas e todas as diferentes formas de viver.

[Português do Brasil] E o mais gratificante, é que aprendemos mais sobre nós mesmos.

[Grego] A partir de agora, tudo pode soar grego para vocês, mas isso não significa que vocês não podem aprender

[Mandarim Chinês] “Uma jornada de mil milhas começa com o primeiro passo.”

Mas isto não é um problema, porque agora vocês sabem como caminhar.

Obrigado

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